Cyntia Werner

MARIANA E BRUMADINHO: Por quem a sirene toca?

Na ação ARTISTAS EM CONVERSAÇÃO recebi a artista Cyntia Werner que apresentou o relato MARIANA E BRUMADINHO: Por quem a sirene toca? Falando de sua viagem para Minas Gerais nos dias subsequentes ao rompimento da barragem do Córrego do Feijão. A conversa foi em torno do crime ambiental e a dizimação dos rios, lagos, terras cultiváveis, comunidades e culturas daquele local e como o governo, a Vale e a comunidade estão lidando com isso. O jornal A SIRENE feito pela própria comunidade foi criado para relembrar e romper o silêncio que antecedeu o crime de Fundão e mostra a diferença e a indiferença com que o estado e a empresa vêm tratando às mortes, as dores, as tragédias, as perdas, os dramas que aconteceram e continuam acontecendo ao longo da bacia do Rio Doce. Contrapondo-se a essa voz a fundação Renova (Vale e Samarco) criou o periódico VOZ DA COMUNIDADE a fim de representar e homogeneizar o pensamento das comunidades locais, amenizando o ocorrido e injetando expectativas sobre o futuro local tendo a Vale como grande parceira da comunidade, criando assim um ruído comunicacional. Conversamos também sobre não ser “lama” e sim “resíduos de mineração”, além da cidade sitiada, sobre público-privado e a responsabilidade de instituições artísticas próximas ao local. Compreender que esse crime tem impacto sobre todos nós e que esse tipo de negócio (que mata) é inadmissível é urgente e fundamental para darmos o próximo passo.