VERSAR
2018-2021

VER.SAR é um podcast  com artistas convidadas a compartilhar leituras de textos sobre práticas artísticas, maternidades e feminismos.​

Em nossa programação você vai encontrar leituras, conversas, opinião, analises, curiosidades, poesias e debates.

​​No podcast VER.SAR - Práticas Artísticas, Maternidades e Feminismos, mulheres são convidadas a ler outras mulheres. Com episódios semanais, a plataforma colaborativa criou um importante arquivo que torna acessível à escuta, de maneira gratuita, a produção de mulheres artistas, poetas, escritoras, pesquisadoras, mães, ativistas, etc.

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Cine Boteco - 2ª edição
Desvios e Redes de transmissão:  

O poder dos fluxos prevalece sobre os fluxos de poder
2018-2021

Atualmente há uma complexa rede de comunicação, pela qual as mais diversas informações fluem de maneira frenética: os noticiários da TV, rádio, jornais, revistas, internet e muitos outros. Os meios de comunicação, além de transmissores de informação, moldam o pensamento e a sensibilidade dos indivíduos, confirmando assim, o surgimento de novos ambientes socioculturais. Nesse sentido, a arte permite tomar consciência dos modos de produção desses conteúdos e deslocá-los, tornando visível as consequências da tecnologia na nossa vida cotidiana. Nesse cine-boteco os artistas utilizam de dispositivos midiáticos de comunicação, tradicionais e atuais, para criar possibilidades de contra-discursos e subversão dentro do próprio sistema de redes, apontando os desvios que a população faz na utilização dessas mídias.

Contra Fogos
2018
Memorial Meyer Filho - Florianópolis/SC

O mundo como mercadoria. Quando os meios de comunicação se convertem em espetáculo e aparência, se produz o que o filósofo Adorno chama de dominação sugerida. Não tem cidadãos, apenas consumidores que exigem o que lhes é submetido. Nesta sutil dominação, o indivíduo coloca as correntes da servidão para viver uma aparência de liberdade, onde escolhe entre o que lhe esmaga ou aniquila. Os meios de comunicação criam realidades, e nas formas como fazem, colocam em ação uma ciência política que produz estratégias para modificar o comportamento social e marcar o ritmo das mudanças sócio-políticas. As notícias, os acontecimentos do mundo, são distorcidas ou impossíveis de verificar e, por tanto, são relativos. A realidade construída pelos meios de comunicação constitui uma hiper-realidade frustrante, que leva à passividade, aos valores da homogeneidade. Sob essa manipulação, vive-se sob a alienação, na dor de ninguém, dos sem voz, e acaba gerando uma realidade excessiva. Nós nos perguntamos: Como lutar contra um sistema que adoece, que busca nas velhas soluções que são a causa do problema?​

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